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domingo, 5 de julho de 2015

Talvez Parte Vinte

Perdi a conta
De quantos versos
Tentaram me pintar melhor
Menos triste.

Não sei exato
Para quem escrevo
Se para mim apenas
Ou só por conta
Do seu nosso
Desassossego.

Tudo vale
Tudo serve
Mas deixo pistas
Como quem dá passos
Sobre a neve.

Tento processar
Mas tudo inda é caminho
Tento, eu juro
Mas sei que ainda opero
Em desalinho.

O corpo já sabe
Já entendeu
E disso fez dobra
Mas a cabeça
Maldita
Ainda paga com juros
O que você me fez.

Desconverso
Crio metonímias
Creio que talvez
Venha me salvar
Ah, poesia!

Mas não.
Não.
Eu disse não
E a manhã já se fez

Branda
Breve
Com bolo de café
E tempo quente

Sabe?

Um dia que ainda não sabemos
Virá como brinde a tanto sofrimento.

Mas não vale esperar
Vale apenas seguir reto
Porque seguir reto
Hoje é só o que há.

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