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segunda-feira, 13 de julho de 2015

dia três

haveria algo mais transformante do que mudar de lugar? falo de espaço físico mesmo, espaço geográfico. pegar um avião e mesmo com turbulência, cruzar nuvens densas e brancas para chegar noutro canto.
meus olhos adormeceram e acordaram. sem pretensão olharam o horizonte e a ele tiveram descaso. não quero esgotar o instante. não porque não queria. sim porque não importa esgotar.
agora é início de madrugada e estou de cueca e camisa deitado sobre essa cama de solteiro ouvindo o trovejar. aqui é outro lugar. ouço as gotas batendo nas telhas dessa cidade limpa e com lixeiras espalhadas por cada canto.
as gotas se adensam e o som se torna ainda mais imenso.
falei com eles que era importante aceitar o fato da distância. nem falava sobre minha separação nem pensei nisso. mas eles três vão viajar, cada um para um país, e é importante saber compreender o que a vida anuncia. eles estarão longe um do outro e essa é a beleza que há.
sinto-me repleto rodeado de meus alunos. aluno é um nome pequeno quando o que há é admiração e desejo de se mover junto ao adiante... estou com meus alunos e não abro mão da façanha de caminhar junto a eles.
meus dedos são maiores do que as letras desse teclado. não contei mas fui roubado. e comprei então outro celular. gostaria de precisar de menos para estar vivo.
escorre uma lágrima de meu nariz.
às vezes eu amo estar vivo.

Um comentário:

Anônimo disse...

"às vezes amo estar vivo"... Fico feliz por você!

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