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quarta-feira, 29 de setembro de 2010

l o b o t o m i a

how can i say this, that, this here
over my skin, how can i say it for u?
i mean, how can i do
how can i move
how can i let you know
by moving me
inside this room
how can i let you feel
better than know

how can i make you feel
all this mess?

slash
is close
is waiting for revolution
waiting for the piano darkest sound
waiting for wishes i can
here
write

i know what it takes to move on
so
i call
rock it, flock it
drop it inside and on in out
it’s like a poem
that will never really exist
cause the game is created to be error
these words are not trying to find anything
cause every thing here
has dead for appear right now
like an art construction

everything here is potencially dead, already

so
let your touch move my body
inside my mouth, let your children play
let them sing your song
but with my lungs
making them drums
kicking all dramas
instead of only
be real.

let's talk to the stones
find each other under the sun
being cru
rude being
cause we throught

and so, we're capable to cut
capable to blur
and capable to do everything that i do not have name
to describe

capable to does not know
and then we go
we go believing that
across the stairs
all of our secrets are living
we go on believing
that all of our secrets
actually
are named love.

lobotomia

terça-feira, 28 de setembro de 2010

And i can't bring a life to an end

So go
sinceraly, you go
make every stop be a stone
make that every forever does not arrive
please, let the final part dance without partner
let the nature sem água
a língua sem fala
a rima ser trava
like these unreal words,

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Enviada do meu celular Nokia

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Sombra pra que me queres?



sabes dialogar com as paredes, eu não. sua pele não afasta o outro, mas sim o recebe. você abraço o tempo e conserva seus passos em ti mesma. eu te pergunto, por que me segues? por que me acompanha, eu não valho a brincadeira. eu não valho. eu precisava descobrir onde é que foi parar tudo aquilo que um dia me encantou aqui mesmo, em mim, nessa casa, cada vez mais desaparedada.

O que eu gosto de elocubrar sobre mim,

Ei, cara
jogaste seu dia inteiro no lixo, não?
Acordaste bonito
compraste pão
jornal e queijo
Havia terminado o café
lido as manchetes
e ainda assim estava cedo.

02:00 e tanto a fazer.

O que você faz? Você dorme para esquecer,
dorme com medo das responsabilidades
dorme com medo de ser mais prático
e resolver aquilo que urge.

Para tudo em teu redor serás modesto
Exceto ao sexo
ao sexo não, ao sexo você é pontual
ao corpo que se choca e goza
ao dedilhar na pele
ao desentupir das artérias e veias e fissuras
você não exita,

mas,
se lhe pedem que varra o chão
se a louça agoniza à oléo dentro da pia
você se abstem
dizendo a juventude não rimar com faxina.

Que moralista estou sendo.
Que quadrado tenho precisado ser.
Conviver contigo está sendo a experiência mais atormentadora desde quando nascemos.

Você está irresoluto
Nada te ultrapassa você dita as rimas
Mas me cansa
me vicia nos seus vícios
me faz desperdiçar a vida viciando-se em fraquezas
tão
inferiores
ao que gosto de elocubrar sobre você.

Precisas de amor, é isso.

Ele vai chegar. E então,
será você - por inteiro -
a cama
a comida
a roupa largada

para enfim, ver que ser humano
é ser isso mesmo (que você é
e tudo aquilo que faz sua poesia
invejosa de ti
e de mim).

sábado, 25 de setembro de 2010

The empty is on the table

Abacaxi

Venta tanto aqui dentro e eu escolhendo as palavras menos redundantes só que para dizer ainda o mesmo.

Delícia. Doce azedo. Café insulina e bolo. O tempo livre me faz lidar melhor com o tempo duro: aquele no qual não te...

Acabou aqui o almoço. Meu organismo me comove. O que há para além de desejos e vontades?

Um mar de corpos, nada mais.

Rien

Não quero
me permitir
nem te abraçar
Não posso
ser leviano ao quadrado
nem fingir não perceber
que isto é um pouco mais do que eu preciso para me ser.
Recuo-me.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

pondero

com calma ele pega a faca
perfura o universo do queijo
torna ruidosa a planície amarelada

com calma, eu disse, com calma
ele avança por entre o gelo
ele estende sobre a mesa
as fatias
as rodelas
as toalhas de boca
de banho
de mesa
ele estende a vaga

e deita
por entre cubos e queijos
ele por entre o pó
o pó
que nu ao vento
é passageiro

nada dura, querido moço
nem mesmo sua mocidade
não dura sequer o queijo
nem sequer a planície amarelada
nem o céu azul das cidades

nada dura, querido
tudo é assim destinado à podridão

então morde o quente e o frio
morde a semente a casca e os destinos
todos:

são sabores improváveis

vá mordendo tudo ao meio

que é desse caso
que nascerá sua dignidade
sua cor
sua escuta
seu céu
sua fé

sua maneira de abraçar o tempo
e de se divertir nos ponteiros das horas.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

o homem sob o abraço

o homem sob o abraço é magro e jovem
sob o braço ali se escondem seus medos
seus sonhos e pesadelos
tudo esmagado
deliciosamente apertado
- sob controle -.

fica, então, eu peço
para o homem sob o abraço
ser sob é o auge
é ser grande e lindo elegante
é ser jovem potente e provável

fica, então, pede o homem
fica que a gente administra os pesos
e tudo então será intencionado

assim, num arranjo imprevisível
as pernas vão se tocando
as mãos perdendo-se em cabelos
o tempo se diluindo e só os dois restando,
como sempre quisemos

sim, o homem sob o abraço jovem é alto e sonha baixo
sonha ali onde se esmagam deliciosamente seus medos
em outros pelos, sob controle, o seu horror e pesadelo
são passageiros e moderados
deliciosamente redesenháveis

o homem sob o abraço quis hoje ser mala
que respira e parte em voo profundo
para perto do braço
para perto do peito
para ser acompanhado

o jovem sob o abraço
hoje ele acaba sendo
o ruído divino que é ser,
amado.

ricocheteio

sim, amanheceu
mas eu me dei o tempo necessário para pensar em ti com cuidado
para combinar o meu sonho
com a sua pele
com o seu laço

eu rio,
em silêncio eu me abalo
que estranho é o tempo
que entre nós se permitiu deitar
que entre nós se permitiu ficar
assim
como quem dá tempo
sem nada esperar
sem nada tentar prever
desesperar

agora,
acordo pensando em ti
como pode o tempo ter feito de novo
a distância agir?

quanto tempo se demora a perceber o tempo?

quanto tempo multiplica o que há dentro?

perguntas que ricocheteiam
assim de súbito
basta eu respirar
e ser
sem - nesse caso -

ter você.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

u ó

estou sujo
sem saúde
sem beijo
nem compromisso
estou imundo
sem costura
sem roupa passada
usando o próprio lixo
estou sem norte
sem chão nem teto
nada me serve de limite
tudo que me obriga
eu menosprezo

estou sem saudade
estou sem tesão
estou sem gozar
estou sem desânimo
estou sem estar

eu hoje estou morto
com o corpo rangendo
com os olhos despertos
vendo sabe-se lá o quê
vendo sabe-se lá para quê

eu pergunto:

se um verso não vier abrupto e suspender este sarau de amarguras
vale a pena persistir?

vale a pena ficar?

medo

de não conseguir mais escrever sobre a vida, sobre as coisas, sobre mim, sobre mim, sobre ficções, sobre as dores os cortes as vontades os desejos e sexos consumidos. medo profundo de ficar sem vocabulário e não conseguir sequer se aproximar do inatingível. medo de perder a poesia. medo de perder as linhas e nelas se enforcar sem restar tempo para dizer que inda respiro. medo de continuar achando tudo chato e sem graça. medo de continuar achando tudo normal. medo de assumir que não sei lidar com trinta coisas. medo profundo de acostumar a temer e não mais tremer e não mais ruir e nisso ir ficando e nisso ir indo como quem não sente que… eu não estou conseguindo escrever mais. eu não estou conseguindo. algo em mim bloqueia o verbo, algo em mim pede dança, pede droga, pede beijo e não mais palavras. estou chateado. estou ficando triste. velho. eu não sei. eu quero que isso acabe logo. eu quero voltar à poesia. onde estou onde estamos por que é que agora não conseguimos dar as mãos?

eu me perdi. e isso não é metáfora. que pena. gostaria que fosse.