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quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

Dispõe

Nem bem sua atenção
Nem sua escuta
Nada assim tão pouco físico
Não
Nada disso.

Dispõe o pelo todo
A pele - extasiada - implora
Por mais caminhos
Por outros trancos
e barrancos.

Dispõe isso
Isso sim, põe aí
Na mesa da praça
No prato do dia
Dispõe sua humanidade
para ser pelos homens moídas.

Com alegria
Aqui estou
Como?

Pelado.

quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

A imperfeição

Chegou ao corpo.

Nem ao espelho
nem sequer num detalhe
ruga chupa rosto
Não

Machucou dentro
e agora resvala
feito aura adoecida.

Seria mesmo esse o diagnóstico?
Ele se pergunta
enquanto caminha parado
não sabendo se dorme
ou deixa de existir.

Pensou na proximidade:
dormir? morrer?
abandonar-se?

Pensou novamente:
se penso sobre tudo isto
é porque não estou todo
afundado

Certo?

Mudez.

Ficou fria a tarde de verão.

Carnaval?

Hoje não.
Ontem não.
O amanhã se arrasta querendo se fazer presente.

Tudo incomoda tanto
tudo ainda dele tão fora
dele tudo ainda tão ausente.

Seria esse o diagnóstico?
Seria essa a imperfeição forjada durante anos?

A quem amar primeiro, então?

Esta imperfeição
Ele mesmo
ou a impossibilidade de viver esse amor que não ainda se mostrou?

segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

Uma prática, um nunca chegar e um chegar incessante


Como estoy

¿Cual es el tamaño del amor?

¿Cual el tamaño del reloj?

Vivo en noches que no quedan.

Se pienso en vos
Dejo de ser
Se no pienso
No estoy aquí.

¿Donde estoy?

Vivo en tiempos viejos
Cuando en su abrazo
Estuvo bueno y sin duda.

Vivo en días nuevos
Cuando su sonrisa
Hablaba con mi ojos

Cerca

Muy grande

Te extraño

Y las canciones que cambian
Son como yo
Vida entera en uno solo instante.

Honestly

The closest I can get of the death
Is sleeping
So, sleep
Is all I have.