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quarta-feira, 15 de julho de 2015

dia cinco

ficar um dia inteiro dentro de um teatro. esqueço que minha vida por vezes é isso apenas. desejo.
melhor que isso é quando não se está dentro de um teatro propriamente, mas sim dentro de um salão de uma igreja. fazer teatro sem fins religiosos é profanar o espaço da igreja.
salão cristo rei era o nome. cidade de gaspar em santa catarina.
vocês podem ir embora, mas se quiserem, podemos bater um papo. podemos falar sobre as suas impressões sobre o trabalho.
e então quiseram e falaram e nos contaram coisas sobre o que fazemos e que nem fazemos ideia.
eu queria dizer tanta coisa mas tudo se resume a um refletor aceso.
eu nem sei dizer.
eu estou cansado e estou misturando os dias.
estou satisfeito.
o público vai entrar.
a qualquer momento.
há um silêncio estranho. alguém fez coisa errada.
eu já fui cortina, disse a menina. e eu sigo sem entender nada.
pesou o clima.
podia. sim, podia. podia ter anotado.
e eu escrevi o que ela disse.
e a gente sempre pode fazer coisas que nunca fazemos.
é grave isso.
o dia de ontem se apagou depois de hoje.
não, não está tudo bem.
eu não sei o que será semana que vem.
mas ontem, hoje, dia cinco, foi assim. uma sobreposição de versos. estou grato. eu existo.
quero deitar agora. queria deitar ontem.
algumas coisas seguem dias adentro, independente do dia.
sem barulho.

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