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segunda-feira, 27 de julho de 2015

dia dezessete

domingo. até que horas eu posso fazer o check out?
ok. uma hora para além do permitido.
perdi o café.
tudo certo.
a cama do hotel é meu abrigo.
banho, mala, quanta coisa apertada.
banho quente. o rosto confuso na neblina que toma o banheiro.
a camisa. a mesma camisa. na qual se expõe um beijo entre um casal de amantes idosos e apaixonados.
andei pela paulista. comprei um casaco novo. nem sei.
o som. a música nos ouvidos. os passos. a liberdade.
por que, às vezes me assusta tudo isso?
confundi os dias. no domingo não, no domingo eu saí do hotel e fui direto para o teatro porto seguro.
fui assistir uma peça infantil. linda. de chorar. olhos empoçados. aprendendo com histórias destinadas à criança.
chorei. como num ritual, me despedi daquilo que havia perdido. e elvis seguiu tocando seu rock, sambando em sapatos azuis.
conversa com pablo. conversa com alguém que mais e mais vai virando amigo íntimo. sobre todas as coisas, sobre a depressão.
essa voçoroca.
pinacoteca de são paulo. shop.
estação da luz.
paulista. metrô. andando e se localizando.
eu já estive aqui antes. google maps.
tenho que chegar no hotel.
frio e eu sem casaco. preguiça de abrir a mochila.
hotel. banheiro. dentes escovados. quero usar o fio dental.
aeroporto, táxi no domingo é mais cara, né, gente?
poltrona 1D.
escrevi mais umas cenas.
pensei em mim, nele, em você. pensei nela (que em breve veria).
vim para o rio de janeiro (em segredo). ninguém pode saber.
viajo de novo na terça. em segredo.
silêncio.
viver.

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