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quinta-feira, 16 de julho de 2015

dia seis

dia de ofício. dia de ser página em branco? não. dia de firmar ainda mais os próprios princípios, mas sem medo de ser alterado por cada esquina cruzada ou por cada rua travessada.
dia da lívia, livinha, dia de almoçar junto e fumar junto, apesar de cada um no seu cigarro.
parlamient. ou sei lá.
dia de café. muito café. dia de montagem e de se ver mais velho em relação aos interlocutores. mais velho precisa ser com mais ranço? algumas coisas a experiência vivida não permite o jogo. você é assim, cara, então aceita. tem um tempo que só o passar do tempo nos dá.
sigo ouvindo as mesmas músicas. a mesma música. e de tanto o trauma, tão intenso se torna também o atravessamento dessa miséria toda.
minha barba está imensa. além do permitido. meu deus! eu estou aqui sendo o que fui, o que me tornei, mas para outros que ainda não conheci, outros que ainda não sei.
os olhos que me olham encontram em mim tímida operação. não quero sobreviver para além destes poucos segundos.
só jesus salva.
só a cerveja salva.
risos.
em breve sairão as cadeiras, a cama e a minha casa será inteira só minha.
não é posse. não é nada exceto bem contornar da solidão.
tive uma hipoglicemia e ficou ainda mais transparente a pele que cobre internamente meu coração.
eu estou chegando lá.
dentro dessa van.
eu saio em silêncio do meio da multidão. eu compreendo que têm dias que sou eu mas têm dias que não.
eu sei, já faz tempo, que o mundo não gira ao meu redor.
têm dias que a maior atenção que o mundo me dá é a do lençol cobrindo meu corpo sobre a cama de solteiro. e está lindo.
é preciso se saber passagem.
é preciso se reconhecer passageiro.
sorrio, com meus parcos brancos cabelos.
sorrio, mesmo sem dentes inteiros.
tudo certo, cara.
vamos adiante.

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