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sexta-feira, 17 de julho de 2015

dia sete

mais uma vez eu estranho estar vivo neste hoje mas escrevendo sobre o ontem que já passou. como não se afetar pelo presente instante? escrever será sempre sobre o hoje? será escrever sempre a partir deste inseguro e persistente instante?
por vezes o corpo dele nem me respondia, ele ficava inerte sobre a cama como se fosse ele a própria cama. alguém que o olhasse talvez pudesse dizer: a cama está vazia.
enquanto ele dormia mais de dez horas. depois banho e dois pastéis. de noitinha rolou um sanduíche e até suco de laranja. vinho cerveja cigarro e esse cheiro de roupa fedendo cinzas.
teve conversa e análise. análise do espetáculo no festival de teatro. houve premiacao e indicações. a gente ficou surpreso.
mas isso é nada perto do não saber como se adequar frente ao desejo.
que exigente é o corpo.

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