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terça-feira, 14 de julho de 2015

dia quatro

quando a vida acontece em tantas frentes, ela passa mais rápido. e escrever sobre ela vira quase um tormento. é como se eu estivesse perdendo a vida no exato instante em que me gasto a escrevendo.
eu vi uma senhora ontem. ela tinha o topo da cabeça recheado de cabelos bem finos e clarinhos. ela estava sentada num banco, sozinha, mirando silenciosa o caudaloso rio que corta esta cidade. eu pensei em tanta coisa. tanto. senti tanto. tanta coisa.
depois imaginei o que poderia morar em mim que não apenas piedade? há de ser a piedade algo de todo ruim? eu sinto piedade pelas pequenas alegrias, pelos soluços que sobrevivem sozinhos ao meio dia... eu ontem passei o dia inteiro sorrindo e cantando. deixando meu corpo ser desejado pelo vento cortante. seguindo. sentindo.
um livro dela, você teria?
sim, tem uma autobiografia.
mentira?
não, é verdade.
MEU DEUS!
comprei uma tomada T, um benjamin, para conectar esse computador e continuar a escrever. mandei e-mails, tomei cafés, fumei cigarros e distribuí sorrisos.
vi a peça dos amigos. a linda peça dos amigos. existe algo que me persiste e que eu não sei escrever. não é uma cobrança, é uma demanda. mas demanda difícil de reconhecer. confusa demanda que me pede atenção e que quando eu me disponibilizo ela já não sabe mais o que dizer.
ouvi repetidas vezes e ainda agora escuto. afinal, eu disse que te amava mesmo sabendo ser uma mentira. mas essas coisas acontecem, mesmo, acontecem mesmo. não tem certo ou errado, mesmo, não tem. eu estou ficando muito muito muito íntimo. de você eu estou ficando muito íntimo.
me dê um fora. me dê uma pancada. sei lá. pode ser agora. pode ser.
tenho pensado tanto em você. me põe para correr.
por favor.
por favor.
tô ficando muito íntimo de você.

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