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quinta-feira, 30 de julho de 2015

dia vinte

talvez tudo se resuma à conversa, aos amigos, ao amigo, ao desconhecido que por horas seguiu comigo, entornando para dentro do corpo cerveja para, enfim, arrotar poesia.
falamos do amor, dos amores, dos fins, da vida. falamos da idade bizarra que é ter 27, 28, 29 anos... falamos de tudo e de tanto e no entanto ainda há mais a ser dito, não cessamos.
um sorriso, olhos marejados, um bife de fígado (eu odeio), uma asa de frango frito, uma insalubridade sob o céu rodeando uma profunda lua
ontem foi assim
nem sequer me lembro de como foi o dia
foi teatro, até lembro, foi almoço, sono, café
foi cigarro e novamente: teatro
caramba, um dia, quem sabe, eu contabilizarei o meu tempo dentro de um sala de espetáculo
contarei todos os tempos em salas de espetáculos
e descobrirei que eu desconheço o mundo
que eu poucas vezes viajei
que eu sempre estive dentro de uma sala preta
com luzes que forjam sóis
perceberei que os sons que ouvi foram todos inventados, artificiais
e enfim, entenderei, que a vida é uma mentira
e que tudo está certo.

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