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sábado, 27 de novembro de 2010

ce n'est pas fini

cessar a busca
ele escreve sobre a testa
mas não vê
que no reflexo dos espelhos
o que se lê
é um emaranhado de letras
flertando ao mistério

cessar a busca
ele tinge sobre o peito
mas não percebe
que é no atrito com o alheio
que se dilui em partes
sua certeza regra e meio

cessar a busca
ele escreve em cada estrofe
mas não assume
que virá sempre adiante
nova estrofe a condenar
o seu verso frígido
posto incapaz de assegurar este instante

todo já ido,

todo nunca já acabado,

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