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sábado, 20 de novembro de 2010

04:49

na hora mais improvável
desejos derramados refluem
e o corpo colado jaz impedido
de sossegar

as sedes já secas
sorrisos dormidos
o resto de comida
sobre a mesa o prato
o lixo

a luz que oscila
entre elétrica e já do dia
a poeira retinta
a moleza corpórea
meio que gasta
meio que inda digna

tudo assim querendo dizer
ser tarde para ir dormir
ser cedo para recomeçar

tudo assim querendo gravar
desista, não há solução
para esta alma em desespero

no entanto ainda tenho
sono a despeito dos cafés
dos medos e dos sonhos que me atormentam
ainda sei dormir
ainda sei
e durmo

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