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segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

O mar

Não cansa de ser repetitivo
Ele dança suas ondas
às vezes idênticas
por vezes prum mesmo
Destino

Ele sabe, o mar
Que o idêntico
é pura invenção
O mar sabe
que cada idêntica onda
bate diferente em cada peito
sorriso
Em cada coração.

O mar
Me vigia
Quer saber
quão idêntica
ou distinta
Será minha vida.

Ele mira
minha impaciência
E me pergunta
farás o que
com toda essa onda
que te azucrina
O peito?

Eu olho
Eu miro
Nem bem penso bem

Eu deixo
o mar levar
consigo
Tudo o que eu ainda
não sei
nem posso compreender.

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