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terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Amigo

Estou ouvindo Caetano Veloso. Escrevo no escuro e fumo pensando em ti. Chorei bastante depois que de ti me despedi e ainda faz pouco tempo ao tomar banho. Você me fez me aliviar toda a minha vida, Amizade. Venho ao meu blog, adivinhando as letras neste teclado - pois estou no escuro - para cravar o instante. Obrigado, meu amigo. Obrigado por tudo e por tanto. Conservo em mim o abraço apertado. Os olhos marejados. Os meus, olhos humilhados. Nem sei. Você me engrandece tanto. Você é tanto para mim. Ouço Caetano e me lembro: a estreia deste show foi você quem me levou. Se lembra? A amizade é foda.

Salto duas ou três linhas. Que bom foi te ver hoje. Escrevo para não perder. Obrigado. Direi obrigado muitas vezes ainda. Obrigado. Mesmo. Por tanta cumplicidade. Hoje, contigo a conversar, meu íntimo pediu arrego (risos), quis chorar, quis morrer, só de pensar na iminência do que está para acontecer. Você tá indo, viajar, morar fora, durante um ano, ou menos, ou mais, não importa. Você está indo e, neste instante, é isso que me circula pelo corpo adentro. E, por isso, choro, por ser o choro minha expressão.

O que te dizer? O que me escrever? Sou eu quem precisa de abrigo. Não posso medir o peso das coisas para todos, mas para mim, é bem claro. Pesa a distância. Pesa de fato. Peso este que só pesa hoje por nunca ter sido testado. Nunca soube. Nunca pensei. Nunca imaginei o quanto pudesse ser amigo - e te amar - e, logo, sentir tanto, sentir tudo, só de ver viajar.

Giro em torno do mesmo. Nada novo. Estou aqui chorando porque chorar é minha única expressão. Se eu tivesse outra - juro - seria esta a minha decisão, seria este o meu gesto. Choro um bocado porque me faço pensar na sua falta, na sua ausência. Sou egoísta agora, sou egocêntrico porque penso apenas em mim. Na minha dor e na dor de mais ninguém.

O que eu quero dizer? Profusão de abismos. Amigo, não é nada. Estou aqui ainda e agora, mais que nunca, estarei adiante, esperando teu retorno. Para te abraçar e viver, de novo, o vivido e o não vivido.

Desculpe, eu estou bêbado. Não, não é desculpa. Não é nada. Eu ando - nestes dias - sem abrigo.

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Boa viagem.

Um comentário:

Tua Filha Gosta! disse...

tambem sofri a dor dessa viagem,
dessa ausencia---

mesmo eu ca em SP
e vcs no RJ,
nao me acostumo. !

pra nao sofrer diariamente
tomo distancia
ainda maior do que os 486km que nos separam - SP/RJ.

e agora ele la
longe la de longe
bemmm mais longe.

talvez agora
voce saiba um pouquinho do que sinto.

chorei tambem ouvindo nossas cancoes - as minhas e as dele, as nossas.
chorei, mas nao tava bebada.

amigos - voce e ele
voces sao foda.

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