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quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Às flores

Pensei, ontem, quando tinha você preso entre meus carinhos e abraços, pensei ontem como o amor é lindo e é forte e como, por vezes, a gente se permite deixar o amor passar como fosse o amor pouca coisa, pouco caso. Amor assim, sinceramente, precisa de cuidado. Os dedos tramando caracóis em seus cabelos, as pequenas e tímidas rugas dos seus olhos perdidos, todos os ruídos da sua pele querendo endereçar carinho a todo um mundo. Amor, quanta coisa há aqui nisso que fizemos acontecer. Uma paz incontornável nos povoa quando estamos em si, mudos de reflexão sobre nós mesmos. Quanto amor há quando não queremos nos compreender nem explicar, porque seguem os corpos, cientes de que o abrigo que nos damos não pode ser melhor nem mais perfeito. Nós somos o que fazemos do nosso amor. E o desejo, retirado a pinça fina do nosso caracol de gracejos, tem hoje por nome cuidado. Cuidado. Para cuidar mesmo.

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