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sábado, 17 de novembro de 2012

sem força

para vingar
a vingança
destinada
a mim mesmo

hoje eu quero deitar
e permanecer inerte
sobrevivendo
ao tempo

venta tanto aqui em casa

e mesmo assim
as janelas fechadas
o silêncio perfurado
por uma
ou outra
felicidade
vizinha.

eu me alimento
eu quero trocar a roupa de cama
mas hoje sou cama
sou lençol

não sou pessoa
não quero que me liguem
que me chamem
que escondam
em mensagens parvas
o desejo
a fome
e a carne

hoje eu estou bem
desde que continue
esquecido

hoje eu queria
estar morto

mas amanhã
amanhã eu vivo
amanhã
eu

vivo.

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