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segunda-feira, 19 de novembro de 2012

como se fosse para ti

eu toco os joelhos
sobre o chão
empoeirado.

eu passo a mão
feliz
sobre a poeira
sobre
o tecido
aveludado.

eu deixo escorrer
suor
sobre a pele
recém-lavada;

eu corro até a pia
pego gota no ar
pego no quente
no frio
no estorvo,

eu trago
ao meu colo
ao meu íntimo
ao meu sossego

o seu risco
mas por quê?

para quê?

eu sigo
acreditando
que ser o meu melhor
será
para sempre
o que posso
sempre

fazer.

não me resta alternativa:
sou hoje
como ontem fui
e amanhã serei

o que posso ser
de melhor

como fosse
eu hoje
embrulho florido
para ti,

como se toda a minha vida
fosse ação
una
a te
servir.

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