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sábado, 24 de novembro de 2012

cansei

dessa batida
que imprimo
ao dia-a-dia

cansei de não mudar
a repetição
doentia

que me traga
que me traz
que me envolve
e determina.

cansei da morte alheia
cansei da sorte
vindoura
ou não.

cansei do silêncio
cansei da interpretação
cansei sobretudo
do sobretudo
do cinto
da calça
do perfume
do penteado
e da decoração.

cansei num extremo gosto
que já nem sei se não gosto
do mais
do menos
ou do meio
termo
do meio
caso
do meio
ao meio.

não sei
tamanho cansaço
hoje sou
pleno

impossibilidade de definição.

e que seja assim
que assim seja
que eu não saiba
dizer hoje
se deveria ou não tomar
esta cerveja.

que eu não saiba
hoje
e ainda amanhã
como fazer pra voltar
à importância
do seu coração.

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