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segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Tripé

Sobre o qual
dormem meus sonhos.
Nele, impeço
o tempo e brinco pleno
nu sob este vento
todo inventado,

Ergo-me,
onde está você?
Que mesmo longe
me faz tão calor?
Onde está você
que eu não encontro
exceto o cheiro
exceto um ou
outro jeito
lembradosquecido
em mim guardado,

Espera,
a manhã veio depressa
acordei sem contorno
difuso
o café já tomado
o calor já desperto
que música é essa
que não conheço
e que me leva a ti?

Eu tento alternar,
eu tento - como se diz? -
já não consigo
já não posso conseguir
o que faço então
se o que quero eu não lembro
se o que quero ou é tu
ou é ti?

É poesia, eu desconfio
e me empurro contra mim.
Pode ser. Sim, talvez seja.
Pode ser que seja mentira
pode ser que seja,
mas - e faz-se ouvir a multidão -
desde quando poetar me fez
ouvir menos
meu coração?

Perco
amanheço já todo ido
não importa se vou
me encontrar
me de vez te perder
não importa nada
exceto o fato
de que ao não te conseguir
- dois pontos -


eu sou ainda mais eu.

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