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quarta-feira, 22 de abril de 2015

Só você pode saber

O motivo que tanto
Te faz escrever
Só você o sabe
Mesmo sabendo
Sem se dizer
Você o sabe, só você
Por isso talvez
Não se importe
Em seguir contínuo
A escrever.

As rimas vêm e vão
Tudo passa e pouco fica
Mas só você sabe o porquê
De tanta azia.

Se para fora
Para um ou a dois destinatários
Se para dentro
Para o seu soluço apenas
Isso não importa
Desde que continue tu
A saber sozinho
O motivo de suas linhas.

Sonha que um dia
As linhas suas se juntarão
E sua forca hão de compor
Mas é sonho ainda
Pois elas sabem
E tu também
Que muito ainda há a ser dito.

Por que você escreve?
Para quem se destina?

Sabe?
Eu confesso:
Escrevo para quem quer que seja
E mesmo que escreva para um destino
Específico
Logo após escrever

O que sobra
É só
O motivo mesmo.

Escrevo porque viver só vale
Se se for destinado a uma única coisa
A saber: à pena
Ao papel
Ao verso e ao poema.

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