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sexta-feira, 10 de abril de 2015

Perda

O ranço
não é fruto
da falta
A chateação
não vem
do fim
O ódio
que não é ódio
não se destina a ti
Tudo em ordem
desordem anunciada
a vida segue andando
A perda
que inda grande
me consome
A perda mor
é ter visto ser você
frágil e desconfiante
na possibilidade da transformação.
Morte à disposição da utopia
morte ao amor que dizem ser
Única revolução
Faliu tudo
e hoje carrego o que sobrou
mas já não posso sustentar
Aura confusa
luz escura e solar
coração para o sempre moído
O sorriso que me chega
vem pelo vento
num fiapo de sol destemido
Agora
Fecham-se as bocas
e o corpo faz o caminho de volta.
O que será do adiante
é pergunta a não
se deixar fazer.
Este poema não tem fim.

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