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terça-feira, 14 de abril de 2015

Ponta de Cabeça

Querendo amanhecer outro dia
hoje abri os olhos inda deitado
e li uma poesia

De lado
respirei fundo e mirei à janela
Seu rosto me veio
e feito um tempo bom
Foi embora deixando o dia
nublado.

Como eu o amo
oh, nublado dia
Sob a luz esparsa
de sua tenaz letargia
Apóio a cabeça no topo da cama
dou-me um impulso
e deito meu corpo
sobre a parede
que juntos pintamos.

Estou de ponta cabeça
e não há forma precisa
mais preciosa para ver
O este mundo agora.

Tudo tombado.
Tudo fora do chão.
O céu perdeu seu protagonismo
As pernas viraram braços
E meus braços
hoje vestem calças.

Faz frio na neblina deste dia improvável que mal começa e já me ultrapassa.

Que delícia é estar vivo
quando a poesia te conversa
e passa o café
e corta o pão
E faz de mim alguém disposto
a distintas baladas.

Vejo
de ponta cabeça
Uma nesga de sol querendo adentrar minha escuridão.

Não
Por favor
Eu peço: Não.

Deixe estar como assim está.

Deixe assim que
invertido
Agora
É tudo o que eu quero ser de mim
É onde exato eu gostaria de ficar.

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