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quinta-feira, 16 de abril de 2015

Sobre amor e poesia

Escreverei sem vírgulas porque é mais rápido. Ponto final dar é fácil. Vírgula é que dá mais trabalho. Escreverei em pontos. Sobre amor e sobre poesia. Porque são coisas bem distintas.
Quando há amor não há tanta poesia. A poesia nasce quando o amor é mutilado quanto está ferido quando gangrena o amor quando se é largado no meio da pista. As poesias ditas de amor nasceram depois do amor. Quando este já estava morrido. Não minta para mim. O meu ofício como poeta só deu certo depois que um você qualquer me deixou sem abrigo. O amor é mais uma qualquer máquina produtora de dinheiro. Você ama. Se apaixona. Se ferra e então escreve poesias. É o casamento perfeito. Do homem despedaçado com um punhado qualquer de verbos e versos. Queria dizer que quando há amor não se tem tempo para poesia. E para ser bem específico. Quando se está amando e se escreve uma bela poesia o motivo é claro: o que há não é apenas algum amor. O que há é essencialmente o medo de ser abandonado. Quando amava não escrevia poesia. Agora que desamo o amor que tanto me tomou de mim. Agora só trabalho com pontos finais e com rimas precisas. Alguma coisa precisa ser lucrativa nessa merda toda. Mesmo que seja o lucro apenas mais habilidade para escrever mentiras. Mesmo que seja isso. Só isso. Já é. Mas não tem problema nenhum. O convite é válido para a gente não se esquecer. Que tal um dia de trabalho?

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