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segunda-feira, 18 de junho de 2012

Sobre a mesa

A taça de vinho resta
ressequida,
A poeira de ontem
vira hoje neblina
e confunde o título
do poema
não todo
escrito.

Cristo não há
nem em bíblia
nem em pingente
Sobre a mesa
o calendário dorme deitado
e inconsciente
A lanterna queimou
as chaves se perderam do molho
Deus,
para onde ir
se mesmo as moedas
Excederam o cofre?


Caneta
Papel
Tesoura
Pedra e cinzas
sem fim
Cinzas sem som
navegando por sobre esta mesa,
interrompida.



Que poesia pode haver nesse esboço de vida?


O gato adentra o quarto
Pula sobre a mesa
e tremendo sobre livros esfarrapados
Faz saltar cinco pulgas
negras
e engordecidas.


O parque está armado.
Farão elas sobre a zona
Poesia?


Talvez sim.
Talvez saltando
uma ou outra
poeira embrutecida
Talvez sim
as pulgas façam
Hoje

A poesia que não veio.

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