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segunda-feira, 18 de junho de 2012

Par

Ambas morreram.

Sobre si mesmas
cada uma se deitou
e o que estava ao redor
Se comoveu as vendo
assim
tão em si
Deitadas.

O vento passou lento,
observador.
O sol mirou apenas a outra janela
A outra fresta
O sol mirou apenas
a frialdade que sua morte
Mesmo enquanto morte
afastou.

Ele entrou em seu quarto.

Abriu a outra janela, sempre a outra.

E a mirou: a mesa,
sobre a qual
O vidro amarelado
já feito cova
Acompanhava o corpo pleno e fino
E longo
das duas
Das duas
das 2 rosas.

Mortas,
nesta noite
elas exalaram um perfume cor de romance.
Mortas
ontem e ainda hoje
Elas me fizeram companhia
enquanto dormi
contando
os fiapos de tempo.

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