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quinta-feira, 1 de abril de 2010

PretextoPerder

O nosso fim quando vier nem vai doer.

A cada dia quando me despeço de ti
ou quando te vejo de mim partir, bom
eu sei tu sabes nós sabemos
que se trata ali naquele instante
de mais um fim.

A cada encontro nos damos de volta uma finitude.

Será que vai doer menos? Ou mais?
Nos acostumaremos em dar adeus
e por isso mesmo sempre precisaremos
nos ter para se despedir
e conseguir ir adiante?

Como quem não perdeu nada, sim?

Porque perder é se dar de novo ao jogo do encontro.
Nos perdemos eu acho ou sinto eu sei
para termos que de novo e sempre agora outra vez
nos fazer encontrar.

Pequenos infantes,
nos perdemos como em jogos de se esconder
e achar
nós perdemos para em nós mesmos
fazermos nascer o prazer
incontido,
do se tocar
do fazer estar contigo
do te colar em posição indescritível
e fazer assim
a vida parecer jogo
mesmo sabendo que
depois de tanto suor
haverá de acabar.

Quem dera a vida funcionasse em versos, não?

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