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sábado, 28 de novembro de 2015

O que mora dentro de cada um

Hoje eu vi escorrer o dentro de um punhado de seres humanos.
Também escorri o que havia (e ainda há) aqui comigo.
E por se abrir assim, vi no outro a minha abertura se discernindo.
Novos abismos.
Como é fundo um ser humano, não?
Como é fechado.
Como tem que ser profundo o gesto para abrir o ser ao meio
e permitir que ele seja rachado.
Ou não. Apenas poesia.
Delicadeza. Nem sempre com força tenaz e louca,
às vezes apenas com luva de pelica.
Dizem. Eu vi. Hoje eu vi homens e mulheres lacrimejando
frente à poesia. Ora, isso comprova o quanto estamos carentes
dessa possibilidade. De mudar de estação, mudar de cor
mudar de energia de sentimento de estado
Eu disse um punhado de palavras para um punhado de seres
e pronto: o negócio havia já se manifestado.
Encontro. O nome do negócio. Arte. O nome da energia.
Encontro meu com um punhado de gente como eu.
E foi lindo. Ver o pequeno punhado de gente se mexendo e se rachando.
A moça dos brincos caros, a moça perplexa desde o início, o cara do sorriso nos olhos
A outra que não sei descrever
o outro que parecia perdido
a que sofria
a que chorava
aquela que colocou um capuz
Meu Deus, como somos distintos, não?
Quando foi que alguém imaginou que devêssemos ser mais iguais?
A gente é tudo gente e a diferença é o que nos faz.
A única igualdade é essa, aquela, o dna, a condição humana, por favor...
Foi lindo performar hoje em Campinas a performance do Teatro Inominável
O NARRADOR.
tudo vivo no meu olhar, no meu peito
tudo ainda pulando

que importante é levar amor àquilo onde já não há.

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