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sábado, 7 de novembro de 2015

Desesperança

Falas do fim dos tempos
Clamas por solução divina
Perpetua provérbios passados
Insiste as horas nas mesmas
E redundantes paradoxias,

Você se alcooliza
Você se despe e goza
Abundante, você come
Pouco dorme e com ou sem
Azia, você perpetua

Sua existência.

É desesperança aquilo que se escolhe?
Ou se desespera você por não mais
Conseguir escolher?

Por que tanto reclama você?
Por qual motivo?

Penso que se apaixonou você pela precisão dos versos sombrios
Pelos verbos que dilaceram
Hoje você se faz poema fim
Da linha.

Que desesperança é a sua
Que nunca acaba e que hoje
Novamente, segue firme
E dura?

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