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quarta-feira, 26 de outubro de 2011

não como eu

tudo morto
petálas
roupas
a bebida
tudo acabado
eu também.

pela casa
poeira

e papéis
rabiscos
textos
ditados
e sufixos,
tudo morto
a princípio.

aqui dentro
incompreendo
quero estar lá
mas permaneço
estou só
tentando fazer remendo
eu espero
eu lutando
não contra
mas junto
ao tempo.

a música
o vento
o jornal
tudo em seu tempo.
a louça
a faca
a água
o perfume
o silêncio
tudo certo.

eu também
tento.

amanhece
anoitece
entar-
desce
o corpo ao chão frio
a garganta se fecha
resta a poesia:

enfim
resta o trotar
o pular
saltar
das linhas
resta este corpo
hoje
de novo
mais uma vez
tentando pelas beiradas
fazer
de novo
aquela linda rima.

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