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quarta-feira, 26 de outubro de 2011

especifico

soltas
sobre este branco
como podem
ser isso
e mais um pouco
?

livres
nunca o bastante
como podem me tirar
para bailar
e me pôr
de novo
outra vez
em abandono
?

duvido
regurgito
hoje
ontem
amanhã
eu tenho certeza
eu preciso
.

destas
de outras
e outras mais
eu preciso disso
do isto
do mais
sempre do mais
eu preciso
do sim
do não
e do meio
branco
sobre o qual
palavras
nunca serão
essenciais
.

eu grito
esperneio
eu canto
tudo delas sai
tudo por conta
delas
em mim
hoje
se contrái
!

e se dói
e se acalma
e acalenta
tudo bem
eu virgulo o segundo
e nele faço oferenda
venha
!

eu te chamo
eu te proponho
façamos do poeta
azia
façamos do amor
bala-perdida
para alçar
prédios
e demolir
intensidades

o que eu queria dizer
se perdeu
e restou ao meio
este eu
que sobre a malha branca
agora
te invade

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