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domingo, 14 de março de 2010

O amor seca as linhas…

Não tenho aqui a pretensão de lhes dizer verdades. Mas para mim, o que faço aqui ao me expor e contar e multiplicar meus meios, meus enredos, bom, eu preciso dizer: isto tudo clama à sinceridade. Tem que ser como a sensação como o sentido quando vivido. A minha vida aqui não pode ser menos do que tem sido. Não. Não vale a poesia. A poesia, quer dizer, acaba não valendo a vida. E quando foi que eu me enganei que valeria?

Durante um tempo, sim, valeu. Serviu. Troquei um você por mil esboços imprecisos. Troquei minha raiva na proliferação dos versos. Criei palavras novas para dizer a insônia, o amor, o sono, a doença, a devoção. Mas não. Hoje não. Em vão elas aqui se comovem a troco de quê? A vida lá fora anda tão promíscua, o que fazer, fazer poesia? Tentar pelo simples retomar a ordem do dia? Estou perdido. Preciso aqui me encontrar.

O café escorre para dentro. Como sempre fiz. Como sempre, azia. Encontrei você um dia e hoje não me encontro sem você. Como pode isso? Como pode ser? Percebe? A poesia que em mim ousava, brincava, ora surgia ora desaparecia, deu-se hoje por terminada. Eu me pergunto:

o amor seca os versos? E se falta este amor, por causa disso, a poesia é então multiplicada?

Encerrou expediente. E eu assim, sem poesia nem você, eu assim sem os dois sou o quê? Eu não sou nada. Sou porto prenhe de belo desespero. Eu sou tentativa inerte. Sou busca findada. Eu estou torto. Sozinho o final de semana inteiro dentro de casa, mas indo. Cá, indo. Voltando. Sorrindo. Testando. O quanto de vida inda resta aqui em mim.

Olha, não tem sofrimento nem nada que pese. Estou leve e isso poderia ser de estranhar. Mas é que a pressa se perdeu do tempo e eu não a conto mais. Eu a disponho aqui. Agitada na profusão dos versos. Eu a coloco aqui diante de mim e a reinvento. Eu hoje danço dentro de casa. O mundo lá fora caindo e eu aqui só, sorrindo. Feliz por esse tempo no qual não há nada exceto eu comigo mesmo.

Foi você. Sua ausência hoje me fez me ter. Que bonito isso. Por você eu vir a me descobrir. Obrigado por insistir num tempo a sós. Quer dizer, num tempo, os dois, assim separados, a sós cada um com a sua profunda e imensa solidão. A gente é carente, você já percebeu? Você se assumiu, assim, carente? Você é. Eu também acho que eu seja assim. Ah, sim. Eu sou. Mas me diz você. Eu sou?

Quantas descobertas para os dias em que enfim estivermos juntos outra vez. Anote-as.

3 comentários:

Larissa Rodrigues disse...

Sabe? É do tipo de coisa que eu gostaria de ler o tempo todo, é do tipo de coisa que eu leio, e lendo, eu fico torcendo para não acabar. haha é meio confuso isso. Tudo para dizer que é lindo e que eu adorei.

bjs

Diogo Liberano disse...

larissa, adorei o q vc escreveu. que bom q te prendeu. pq às vezes me parece tudo tão ruim. é sincero. obrigado!

Anônimo disse...

diiii
pq vc escreve sempre o q eu kero ler??
to matando minha saudade de vc aki!
te amoo!!! rubia

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