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domingo, 28 de março de 2010

Empty Space.

Eu tinha que falar dela, e não de mim.
Tinha que desenhar seu horror, e não o meu.
Eu tinha quer ver o mundo com outros olhos
mas não mais os meus.


O que fazer, se sou eu apenas o que tenho?
Se sou eu o corpo a memória o espaço aberto
em jogo
imerso no tempo?


Tentarei. Devo tentar. Eu sei. Eu sim. Vou me camuflar
e ver meu desastre não a tempo de o dizer.
Verei o desastre interior
e no mundo vou buscá-lo
O que aqui pode tê-lo feito
nascer?


Ai, poesia infeliz e viciada
Existe algum outro nome que não seja poesia para dizer sobre esta ida
Sobre esta empreitada
Sobre esta qualquer coisa
Sobre esta psicologia baratizada?


Neologismos.
Não há saída.
Não há partida.
Não há nada
exceto
Empty Space.
              

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