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domingo, 7 de março de 2010

a confissão dos corpos

 

Há comoção interna
Vontade inerte de cair e se deixar rolar.
É o seu abraço que não está aqui
É a percepção sincera de que estou amando

de que estou indo
estou sim me despedaçando.

Só que é gostoso.
É bom. Doce. Sutil
esse despedaçar.

O corpo aqui embriagado
sonhando com seu cheiro
sonhando em fazer laços
das pernas
dos pelos
das nossas dúvidas sobre o mundo
que hoje fizeram nascer poesia.

É a coisa mais linda que posso escrever.

É feita por ti para ti para ser retrato
fiel deste estrangulamento
oh, momento
que não vai e nem fica
oh, toque
porque você não me vence
e sobre mim se eterniza?

Eu não vou ligar. Quero ser de alguém que não mais só
de mim.

Estou embriagado.
Metáfora vinho tinto para seu beijo.

Eu me enrolo todo
enquanto não tenho em mim
aqui
tão certo
o seu jeito,
lançado sobre a cama quebrada

esperando a comunhão

esperando a confissão dos corpos.

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