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domingo, 9 de agosto de 2015

Voltando

Talvez a confusão do instante
Exija dar uma volta.

Gesto de retroceder
Juntar as armas
E desistir
Do compreender.

Se eu pudesse
Não mais falaria
Eu.

Se eu pudesse
Não mais lembraria do
Nós.

Tudo confuso
Como está
Não resta gesto
Mais justo do que
Restar,

Em meio à crise
Em voltas inúmeras
Conservo a azia
Não por gosto
Mas por zelo

Destinado a essa tola complicação.

Eu acreditei no fim
E ponto final instalei
Sobre tudo
Sobre minha respiração

Pus fim
Onde havia ainda dúvidas
Solicitando atenção.

Sou cúmplice
Sou parte disso tudo
Sou eu, como sempre fui,
Disperso no horror
E destinado às mortes
Todas.

Haverá paz?
Pergunta meu peito
E eu silencio.

Não sei, peito meu
Não sei de nada
Exceto de abismos
E dores profundas
E torturas veementes

Não sei de nada
Exceto daquilo que já morreu.

Avulso estou
Cantando músicas
Cujas letras eu mesmo
Modifico.

Uma volta
Outra mais
O que fazer, meu Deus?
O que fazer neste tarde
Demais?

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