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sábado, 15 de agosto de 2015

Tudo já dito

Por que tanta teimosia?

Pensei ter lhe dito tudo
Mas sempre sobra um resto
Uma sinceridade extrema
Dor profunda que demora
A ganhar forma
E segue firme sem redoma
Dor intensa.

Exageros meus não passarão.

Ponho freio na velocidade do meu coração.

O que há mais a ser dito?
Querer o quê?
Que tanto se exige?

Não sei.

Talvez deva deixar passar
Dar as mãos ao tempo
E ver como se faz para
Ultrapassar.

Estou repleto de mágoas
Coisas sem nome
E listas de ódios e coisas
Profundas (as quais não vou
Abrir espaço).

Quero escrever seu nome
Mas você teme a exposição.
Penso que você não recusaria
Ler seu nome
Caso ele viesse acompanhado
De elogios e admirações.

Este é você.


Te interessa se ver em sua perfeição.

Resta a minha poesia
Sendo sincera sem te servir
Sendo franca mesmo com teu
Repúdio ao que escrevo aqui.

Tudo bem.
Não escrevo para ti.
Escrevo por mim
Para não esquecer de como é possível
Mudar e partir.

Tudo já dito e ainda essa vontade
De mais e mais lhe dizer.
Seria a sua dureza de espírito
Que me impulsiona a querer
Mais e mais
Te dizer?

Talvez o amor.

Mas nem nisso acredito mais.

O que sobrou de você em mim
Foi só mágoa.
Não mais serei parceiro
Não mais minutos juntos
Sem isso de amizade
Só isso de fraqueza
Incapacidade
Isso de fim das coisas
Isso da vaidade.

Foi fim e fim continua sendo
Ainda que não termine.

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