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sábado, 15 de agosto de 2015

Sutilmente

Aquilo que hoje você vê
Também tem olhos
E te mira com
atenção.

Sua angústia
Não é sua apenas
Também ela é da
Multidão.

O que você procura
É para te fazer mais lindo
Nessa escuridão
Ou não importa?

Responda.
Responda agora.

Você procura o quê?
Aqui, o que procuras
Para além de espelho
Capaz de te elogiar?

Sutilmente
Percebes que a vida
Não resta apenas no
Seu entorno.

Você percebe hoje
Que as árvores são mais vastas
Do que o pequeno contorno
Daquelas imagens.

Tudo este já dito
Num instante
Em que fostes incapaz
De perceber.

A noite, essa selva
Talvez te faça perceber:

Olhando para o fim
Tu eras feito de desassossego
Mas decidiu persistir
Sem sequer compreender.

A noite, de novo
Te chama ao embate
E fica tudo mais claro
Sobretudo isto:

A dor é mais nome
Do que certeza.

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