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terça-feira, 2 de junho de 2015

Sempre morando noutra imagem

Ele poderia estar frente ao espelho

Mesmo assim veria além do reflexo

Ele poderia ver apenas a si mesmo

Mesmo assim seria como fosse outro

Se certo vício
ou apenas imaturidade
Não se sabe dizer

Fato é que a realidade a ele

Nunca é tal como se revela.

Ele está de frente para o espelho agora

Um cansaço, talvez o cansaço, o desorienta

Mas ele persiste se mirando

É que já tem idade para compreender

Aquilo que se tornou de si

Daquilo que gostaria de ter se tornado

Um silêncio

Esta noite

Ele se pergunta:
por que você não lida com aquilo que tem?

Por que você anda tão insatisfeito
e descrente deste instante?

O tempo passa
O tempo passou
Ele não quer
Ou sequer sabe
Ele não se responde

E fecha os olhos ao espelho

E acredita
veementemente
Que amanhã
Pode começar tudo de novo

Tudo

Novamente.

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