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sábado, 6 de junho de 2015

Persistir nas horas

Sem pretensão
Sobrevivo em martírio
Não pretendo fim
Ao que me parece
Infinito.

Sempre que minha cabeça
Reclama
Eu a digo
Vai ser assim, colega
Pode até reclamar
Mas não faz drama.

Aceitei.
Resignado estou.
Você me participa
Até o dia em que não perceberei:
você terá partido
Sem sequer adeus.

Mas
Por agora
Eu ainda tenho trabalhado
Com a sua presença
Adentrando em mim.

Eu te dei o meu melhor
E não bastou para ti.

Tudo certo.
Tudo bem errado.
Não quero dizer o fato mesquinho
então
Tudo certo
Tudo em ordem

Pena não ser sobre estar com outro alguém
Pena não ser sobre trocar você
Por outro
e não é.

Eu te amo
E hoje
Infelizmente
Não vejo previsão
De fim.

Veja
Profundo
O que você foi causar
Em mim.

Escrevo sozinho

Sem obter resposta

Não é bem uma pergunta

É o que foi nossa história:
diálogo com pouco interlocutor.

Você me amadureceu
Mas seguiu infantilizado.
De repente
No futuro
Eu reconhecerei o seu salto

Mas por agora
E talvez por bom tempo
Serás ainda o filho do pai
Intolerante à falta
E aos desassossegos

Serás ainda para mim
O riquinho mesquinho
O iludido cheio de si
O besta
que não percebe ser já incrível
Porque guloso
Queria ser mais do que é.

Sei que você não aprovaria minhas palavras.

Mas você não está mais aqui
Então minhas palavras podem sim
Ser
O que quiserem ser.

E assim
Amanhã
No depois
Quem sabe
Eu te pedirei desculpas
E então
Nova comunhão começará.

Mas não
Não espero por nada
Que não esse silêncio horrível
e retinto.

Te amo
Já nem amo
Mas por força do hábito
Que nos assassinou
Te amo
Apesar de você
Não ser mais meu único amor.

Que tristeza.
Que tristeza isso que nos causamos.

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