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sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

O lamento de um artista

Por que me olhas
como se em mim morasse
a salvação deste mundo?

Por que me vigias
como se em mim restasse
o que resta do humano?

Seus olhos, ávidas aves
perscrutam meus passos
e ousam dizer o destino
antes que eu sequer largue.

Tu fazes um projeto de mim
que a vida atropelada
jamais ousou especular.

Eu não vou te mover nem
aquecer a frieza de seu espírito
se você não se permitir
me Ouvir:

Eu sou muito menos do que você sonhou de mim.

É um lamento
que o mundo e você
tenham transferido a mim
a solução destes tempos.

Eu sequer sofro mais
sei que sou apenas isso
e ser quem eu sou
deste tamanho assim
sabe?
me apraz.


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