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terça-feira, 13 de janeiro de 2015

E sem que eu peça

Ela vem
lenta e com muita calma
Se revela nas coisas mínimas
e também nas imensas dúvidas
que a humanidade alimenta
faz séculos.

Ela me diz
(sem nem bem dizer)
Que tal, tentar por mim,
se refazer?

A cabeça suada pensa leve
dessa vez, pensa bem leve
E o rosto sorri
porque se a vida é morte
Então ela é tudo o que a vida não der conta
de ser.

Vamos?

Lá na frente?

Ceder à ela?

A poesia nos chama para fazer nela
e por ela
O que juntos não fomos capazes
de fazer

Ou

Ela nos chama
para junto nela
e com ela
Se fazer
Se fazer
Se conseguir fazer.

Sorrio
e choro sem lágrimas

Ela me acena
Do alto de suas imagens
e me diz:

pode confiar, Diogo,
eu vim a ti para isso

Para multiplicar sua vida
e sua potência de amar
e viver.

(Agora as lágrimas escorrem)
(Confusas entre um sorriso torto)
(A música que antes nunca havia escutado,
me dá um abraço tamanho urso)

E por um segundo,
o amor está aqui
Comigo
Em mim
do nosso lado.

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