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domingo, 4 de janeiro de 2015

Dia sim, dia talvez não

Amanheci ciente
de que tudo seria
insensato

Testei possibilidades
às vezes sem muito empenho
ainda assim, não

Acontece
É preciso aceitar
Há dias em que não vai, amor
Há dias em que não o amor

Sobrevivo tentando ser inerte
ou
No mínimo movimento
sobrevivo refém apenas do vento
e de algum pensamento

Por vezes, há dias
em que só a noite
é capaz de dar fim

Amanhã, quem saberia me dizer?
Amanhã talvez
eu amanheça sem o peso
que hoje acordou cedo
antes e sobre mim

Estou chato
Rancoroso
Estou vivo
E bobo

Talvez se você me tirasse para dançar
(não uma de suas músicas)
Mas estas que ouço e que tanto
te desanimam o gosto

Talvez dançando a minha marchinha
eu pudesse ficar bem outra vez

Mas caso não
deixemos ao amanhã
a façanha de me amanhecer com calma
E cuidado

Talvez sim
ou não
Talvez
de qualquer forma

Pois ainda é cedo o nosso amor.

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