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sábado, 9 de maio de 2009

inevitable

se é questão de confessar
se é questão de preparar o café
me sinto inevitável
eu posso ir adiante
e preencher o seu dia
dessa agonia
dessa agonia
dessa agonia

agora
se eu não consigo
te revelar tudo o que ficou
lá atrás
nada poderá ser jamais
nada poderá ser
porque agora estou aqui
sei que te perdi
e nada volta a ser igual
igual

violinos tocam esta canção
la la la la la
para que possam performar
o meu agora o estar aqui

as cartas que nunca escrevi
você nunca recebeu
expressão ao meio
ao meio
e eu findo

violinos voltam a tocar
são suficientes para armar
o meu estar aqui
entre coisas e recuerdos
que não quero compreender

estou enlouquecendo-me
me estoy
violinos continuem, por favor
porque se há um pensamento aqui
inesquecível eu posso te fazer

inevitável
evitável mas se dentro
inevitável é o que posso dizer

tudo solto, eu sei
mas as músicas no banheiro alternam-se
gritando - todas elas -
e aqui o que resta
são esses versos
esses pedaços
essas coisas
sentidas
inventadas
gemidas

impróprias para lida
mas permitidas
à sensação
sensórias aos segundos

sendo segundos o colchão
do prazer
do desejo
do não
se conter?
do não
do sim
do entrextremos
do entreser...

abra a jaula
abra-a
abra.

]...[
.

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