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terça-feira, 21 de abril de 2009

Não, não pensa muito

Que cansa.

Não, não pensa
porque nisso
você mata o segundo
o segundo de uma
ou outra
presença.

Eu peço a mim mesmo, a você
não pense logo venha o amanhacer
Pois nisso o sol passa batido
e o calor vira o incômodo
de não lembrar o nome
daquilo
de não lembrar de um cheiro
ou nome
amigo

Não!
Não pense tanto, não!

Deixe-se ser burro
fundo
precipício
erro
fim
descontínuo

Deixe-se ser maldito
dito
ou desdito
aceite-se, pelo menos hoje,
impreciso.

Ah, menino
Deixe-se sem pensar
Deixe-se não pisar
tanto em si mesmo
tanto em meio aos volteios
que a sua cabeça dá

Faça assim, eu te peço:
deixe-a bater no chão
e sinta como pode ser belo
o não saber
sinta vendo as cores do sangue de ti escorrer

mas não pense

viva a coisa seguindo
e o escuro do dia tomando-lhe
os olhos
e depois os sentidos
para enfim,
morrer,
como quem nunca soube nada.

06/07/08

Um comentário:

Espaço Feliz disse...

Experimentar sem o anseio da resposta
seguir o impulso seguido
pelo caminho
do suor...
em novas retas, novos rios
novos desejos
pelo segundos vividos!!!

Menino vc me inspira!!!
Te amoooooo

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