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terça-feira, 19 de maio de 2015

Apagar na multidão de possíveis e impossíveis

Hoje uma imagem se instaurou
Foi aquela da multidão de gentes
E dentro dela
O desaparecer de seu sorriso.

Fostes tragado
Para dentro do abismo
Para dentro do comum
Virastes apenas mais um n
Um n não como possibilidade
Inerte hoje você sobrevive
Apenas
Como existência.

Não é crime
Não deve ser
Existia em mim impaciência
Mas passou
E a noção de paisagem
Virou sinonímia.

Posso olhar
Passar os olhos
Posso até me deter
Mas é só vulto
Hoje és só imagem

Película fina
Consistência tímida
Estás morrendo aqui
Para seguir sua vida.

E se penso nisso
É apenas porque agora
Permiti-me ficar
E me deter sobre o já ido.

A multidão feito meio
Multidão feito abrigo
Multidão feito anônima massa
Na qual já não importa mais
Saber seu gesto ou sorriso.

Você deve estar feliz hoje.
Eu também.

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