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sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

tbm.

 
Com que inconstância você me acessa. Eu fico sem entender o motivo.
Você diria com que inconsistência você me toca a pele e eu diria
eu não diria nada porque você está certo
Sente no corpo indo a minha mão te transformar
ir a minha mão te condenando o que deve o que não deveria fazer
Com que inconstância voltas a mim. Como quem sequer tinha partido
como quem sequer tinha me consumido e largado e assim ido
independente
flertar com o movimento de todo e qualquer outro astro,
sim, eu resvalo e você me diz, é verdade
eu nem te pergunto o que exatamente
porque vindo de você tudo para mim é certeza
eu me perdi em ti e não quero me encontrar
Porque eu espero te fazendo
eu não fico parado
eu não saberia ficar
porque movendo eu te respiro eu te recrio eu me permito me dizer
aquilo tudo que eu diria a ti
caso aqui tivesse você
E me olho, as coisas todas se repetindo sem acabar
Eu me olho e me observo e me condeno e te ponho a me conversar
você diz, Como fazer? Eu lhe digo fazer o que? Você diz, isso, que nos une
Como fazer isso que nos une?
Como fazer isso que nos une.
Primeiro, você diz, o que é isso que nos une. Você repete, acentuando o une como fosse unir
algo improvável entre nós dois já unidos
Por quem? Por você. Por nós. Por nós. Por você. Eu nos une por você.
É confuso, a obra toda fica mal acabada
a gente então entende que precisa correr outra estrada
daí então, eis que tudo se resolve
porque eu me calo de súbito e fico olhando suas caras
suas imagens, olhos nos olhos, olhos na numeração das páginas
e ali fico, persistindo persistente e perseverando através das especulações
ficcionalizadas
de nossos peitos
em combate.

Então me digo sem sequer me olhar ao espelho: Você acha para falar de metalinguagem basta escrever com palavras a palavra palavra. Você acha que é falar de como é duro escrever o que você escreve. Você acha que é trocar poema por amor. Que é falar do livro como fosse ele, da estrofe feito fosse ela. Você acha que você está perdido e percebe agora, que é bem pior que isso. Se a obra se dá nós, a vida, meu amigo, o mundo, meu amor, é também engenhoso. É também isso que estás vivendo isso que está vivendo você. Te sugando e premendo e fazendo calor, mais até que ele. O sol.
   

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