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domingo, 24 de janeiro de 2010

Caixa de Ferramentas

Eu estou drogado por você. Agora vem, abre a caixa de ferramentas e me conserta:
Pega esse lápis e aponta de tinta
Puxa esse trampo e pendura sobre a cortina
Apague os refletores
Pinte a face e o sexo de cobre
Aponte os dedos de carbono
deixei-os correr pelo corpo-celulóide
queima o tabaco sobre o meu rim
queime minha boca com óleo férvido
e derreta a caixa, o parafuso, o alicate
perfure a argamassa
bate o ponto
Chuva de plantas
baixas
amarelas
Minimalistas. A crise é menor
do que se imagina.
Drogue-me. Drague-me.
Deixe-me verter em relevos
em vitrolas
disco a você
me puxa
me pega
me prensa
e grampea a dor
sem grampeador
eclipsa de clipes
meu pavor ao corredor
no qual transitam
pautas
putas
pintos
parvas metáforas do silêncio dentro.
Estileta.
Soletra.
Etiqueta.
Inquieta.
Enfeita,
róseo
escarlate
rubro
Mais tarde, quem sabe
quando a onda passar
mas tarde quem sabe
não há como prever.

Toda previsão hoje é errada.
Me conserta?
Me desata?
Descasca
Destrói
Me Rasga.

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