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segunda-feira, 4 de abril de 2011

Vivo Disso

Não,
não nesse sentido
vou pelo outro
pelo incerto
solto no risco.

Sim,
não vivo disso
mas vou pleno lá
onde a certeza se esvái em venda
e volteia sobre si própria
fazendo do verbo
tiro
do verbo fazendo
cadeia.

Com certeza,
hoje disposto sobre a mesa
o que sou de mim perdido
o que resta de mim sem nome
ou associação
é tudo
nua possibilidade.

Se vivo disso?
Há quem o sabe.

2 comentários:

Wilden Barreiro disse...

fabuloso! tão denso e coeso que, se destacadas do poema, as três estrofes maiores fariam novo sentido -- mas completo, redondo, ainda que mantendo latente sua ligação visceral com o todo.

e a estrofe final, solitária, soaria como um aforismo quase surreal, ligada ao corpo do poema por força atávica, rabo de lagartixa a debater-se com o sem sentido (aparente) de uma vida acefálica.

Marcio Nicolau disse...

Disso se vive?

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