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domingo, 24 de abril de 2011

Let it go

Respinga a chuva lá fora.
E mais uma vez
você ocupa aqui dentro
as mãos as palavras
nesta hora vaga.

Deixo que parta a chuva.
Sem tentar conter.
Sem nada
exceto este olhar
fixo e demorado
refletindo aquilo seu que lá fora
inscreve há vida.

Eu talvez tenha deixado você ir.

Eu talvez tenha desistido de te plantar aqui em mim,
todo o dia.

É que se vais, talvez possa quem sabe também retornar.

É que se partes, possa quem sabe talvez costurar:

a chuva ao olho seco
o vento aos fios de cabelo
o salto ao corpo inerte.

Aceitar sua ida é desde já minha prece.

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