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quarta-feira, 20 de abril de 2011

represa

não há nada
nenhum limite
nenhum cruzamento
nem resta indecisão
nem sequer tormento
tudo em seu devido lugar
tudo sem pátria

eu chego em casa
eu trago a fome
para dentro destas paredes
repletas de janelas em queda

eu me desconecto do desejo
eu hoje me deixo ser duro
fixo
e nem tanto mais passageiro

eu fixo
permaneço incapaz
e ser duro fixo bruto
é ser nisso também tenaz
capaz de flertar os tempos
e escrever história.

não há nada
nem drama
nem ficção
o único artifício aqui é a própria vida
represada
dentro desta cova
magra (menos de 55kg)
pequena (cuja altura não ultrapassa uma porta)
e abarrotada
de ilusões vencidas.


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