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quinta-feira, 14 de abril de 2011

Fui eu quem perdi

Tempo, para começar
entretido na improbabilidade
eu perdido no absurdo que poderíamos tecer
juntos, caso eu tivesse dado tempo
para o seu sorriso em mim nascer.

Fui eu quem perdi a chance
de ler no seu respirar o seu desejo
de deixar tremer meu corpo
em sinfonia
a ti, apenas.

Perdi a pizza
perdi o chopp
perdi a chance
de compartilhar contigo
meu íntimo
já por ti atravessado,

Eu perdi os encontros
Perdi os convites por ti quase que clamados
e dormi lacrado
em mensagens de celular desde sempre
mortas.

Fui eu quem perdi, por favor, não se desculpe.
A sua bondade é força que minha fraqueza não merece,
a sua clareza é furacão para esta minha organização morta
e insensível.

Fui eu quem perdi.

E essa dor é minha
de meus cabelos
de meus calos
de meu travesseiro.

Deixe-me, mas sem mesura.

O seu curvar a mim,
devo dizer,
pode soar ofensa
pode gerar amargura

Gosto perdido do seu movimento.

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